Atuação responsável

GRI EN1

GRI EN3

GRI EN4

GRI EN5

GRI EN6

GRI EN7

GRI EN8

GRI EN9

GRI EN10

GRI EN21

GRI EN25

GRI 1.2

De maneira racional e responsável, a Odebrecht Agroindustrial utiliza-se das melhores tecnologias para otimizar seus processos de produção e reduzir o consumo de recursos naturais sempre que possível, com a adoção de controles e iniciativas de uso eficiente de água e energia, bem como na qualificação constante de seu corpo técnico.

Água

A água consumida pela Empresa é direcionada integralmente às suas operações industriais, sendo praticamente toda ela oriunda de reservatórios e rios situados em regiões próximas às suas Unidades. Para a irrigação dos canaviais, são utilizadas águas residuárias e vinhaça. As Unidades Alcídia e Conquista do Pontal captaram águas subterrâneas em pequena escala, e nenhuma das Unidades Agroindustriais consumiu o recurso de abastecimento público.

A única fonte hídrica significativamente afetada é o Córrego Laranja Azeda, na Unidade Alcídia, em que a retirada de água representa 20% de sua vazão. O córrego possui relevância para a região, por causa de sua extensão e localização, uma vez que passa por diversas propriedades e assentamentos, e possui uma Área de Preservação Permanente de cerca de 50 hectares.

Na safra 2012-2013, foram consumidos 23 milhões de metros cúbicos de água, sendo 14,7 milhões de metros cúbicos de águas recicladas ou reutilizadas, média de 64% do total consumido. Na safra anterior haviam sido consumidos 15,7 milhões de metros cúbicos de água, entre as sete Unidades então em operação. Como nas Unidades Rio Claro e Costa Rica foram utilizados pela primeira vez 735 mil e 67,9 mil metros cúbicos para irrigação, respectivamente, o consumo efetivo de água no processo industrial somou 22,2 milhões de metros cúbicos.

 

{

}

 

Consumo de água, por fonte (m³)

 

Polo São Paulo

Polo Mato Grosso do Sul

Polo Goiás

Polo Araguaia

Polo Taquari

Total

Alcídia

Conquista do Pontal

Eldorado

Santa Luzia

Rio Claro (1)

Morro Vermelho

Água Emendada

Costa Rica (2)

Alto Taquari

 
Superficial

1.449

2.834

1.371

4.991

4.304

2.106

1.168

2.049

2.364

22.633

Subterrânea

405

0

0

0

0

0

0

0

0

405

Total

1.854

2.834

1.371

4.991

4.304

2.106

1.168

2.049

2.364

23.038

1 Inclui 735.000 m3 para irrigação
2 Inclui 67.932 m3 para irrigação

Água reciclada (mil m³)

 

Polo São Paulo

Polo Mato Grosso do Sul

Polo Goiás

Polo Araguaia

Polo Taquari

Total

Alcídia

Conquista do Pontal

Eldorado

Santa Luzia

Rio Claro

Morro Vermelho

Água Emendada

Costa Rica

Alto Taquari

 
Volume total

1.055

1.691

946

3.493

2.391

1.473

734

1.283

1.595

14.661

Média por safra (%)

57%

60%

69%

70%

67%

70%

63%

65%

68%

64%

A Unidade Rio Claro iniciou projeto de manejo de cana-de-açúcar irrigada, como modo de compensar a baixa precipitação pluviométrica, que vem comprometendo o desenvolvimento das lavouras. Existem ainda projetos para verificar a possibilidade de utilização de água da própria cana, que é composta por 70% de água, de modo que não haja necessidade de captação de outras fontes hídricas.

Para o ano-safra, a Empresa tinha como meta atingir consumo de 1,1 metro cúbico por tonelada de cana processada. O resultado foi de 1,18, praticamente estável em relação ao do período anterior (1,15). A pequena variação deve-se ao inicio de moagem das duas novas Unidades (Costa Rica e Água Emendada), em fase de estabilização operacional, e ao grande número de paradas das fábricas por questões meteorológicas (chuva ou excesso de calor). A meta de 1,1 metro cúbico por tonelada se mantém para a próxima safra.

 

{

}

 

As Unidades da Odebrecht Agroindustrial dispõem de circuitos semifechados de resfriamento da água para o processo. Os efluentes produzidos durante o processamento da cana-de-açúcar são reaproveitados e aplicados no canavial para fertirrigação. Além de irrigar, os efluentes devolvem ao solo nutrientes como potássio, reduzindo o consumo de insumos agrícolas. Não há descarte em nenhum recurso hídrico. As Unidades também contam com estações de tratamento de efluentes (ETE).

 

Energia

A Odebrecht Agroindustrial produz energia limpa a partir do processamento do bagaço da cana, ficando próxima da autossuficiência no recurso ­(produziu 98,5% do total de energia consumida). No período, a Empresa apresentou elevação de 115,0% em sua produção de açúcar e de 40,3% em etanol. Como consequência, houve maior queima de bagaço, com a geração de 69,3% mais energia, o que demandou menos recurso da rede de concessionárias.

No ano-safra 2012-2013, a energia direta – consumida pelos produtos e serviços da Empresa – foi de 2.210.513 GJ (equivalente a 614 GWh, elevação de 45,9% em relação ao período anterior, que totalizou 1.515.260 GJ). Já o consumo total por tonelada de cana processada foi de 0,119 GJ (33,1 kWh), redução de 3,5% em comparação à safra 2011-2012 (0,123 GJ, ou 34,2 kWh).

O consumo de energia indireta (eletricidade, aquecimento e refrigeração), comprada de concessionária, foi de 34.253 GJ (9,5 GWh, redução de 16% sobre a safra anterior, que foi de 40.883 GJ). A ampliação no consumo de energia direta ocorreu em decorrência do aumento da produção e da entrada em operação de duas novas Unidades (Costa Rica e Água Emendada). A energia adquirida de concessionárias é originária, basicamente, de fontes hidrelétricas, seguindo a matriz elétrica brasileira.

Sete Unidades Agroindustriais contam com equipamentos de última geração (greenfields) e têm capacidade de gerar energia para consumo próprio e exportação do excedente, contribuindo para reduzir a demanda sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN). Na safra, a Unidade Santa Luzia ampliou sua capacidade de cogeração de 80 MW para 130 MW, a partir do início da operação de um terceiro turbogerador, o que significou expressiva redução na necessidade de compra de energia.

 

{

}{
}

 

Materiais

A principal matéria-prima utilizada pela Odebrecht Agroindustrial em sua operação é a cana-de-açúcar. Na safra 2012-2013, a cana representou 96,2% de todos os materiais empregados na produção e seu consumo evoluiu 66,3% sobre o ano-safra anterior, atingindo 18,9 milhões de toneladas. O uso de materiais não renováveis registrou crescimento de 26,9%, também resultante da entrada em operação de duas novas Unidades.

 

{

}

 

Materiais utilizados, em toneladas

 

Polo São Paulo

Polo Mato Grosso do Sul

Polo Goiás

Polo Araguaia

Polo Taquari

Total

Alcídia

Conquista do Pontal

Eldorado

Santa Luzia

Rio Claro

Morro Vermelho

Água Emendada

Costa Rica

Alto Taquari

 

Diretos

Cana processada

1.932.100

2.831.111

1.780.617

3.394.919

2.901.145

1.851.740

790.434

1.310.328

2.125.748

18.918.141

Não renováveis
Herbicida

167

253

169

299

418

512

282

332

250

2.683

Inseticida

65

77

21

36

23

2

4

11

14

253

Corretivos

26.302

47.746

43.072

91.825

74.809

65.109

28.455

52.125

38.365

467.807

Fertilizantes

11.236

20.345

19.845

50.593

38.097

14.392

11.116

15.795

4.458

185.876

Maturadores

0

1

4

3

4

0

0

0

0

13

Diesel

5.424

11.439

7.096

15.387

13.830

4.689

3.872

5.022

5.694

72.454

Insumos industriais

1.342

3.157

1.675

2.609

2.827

2.080

902

806

1.367

16.767

Óleo mineral

2

0

1

0

0

1

2

10

3

19

Lubrificantes e graxas

63

344

304

393

1.002

160

75

92

109

2.541

Subtotal não renováveis

44.601

83.361

72.187

161.146

131.010

86.944

44.709

74.193

50.261

748.412

TOTAL

1.976.701

2.914.471

1.852.804

3.556.065

3.032.301

1.938.651

835.143

1.384.591

2.176.008

19.666.059