Gerenciamento de resíduos

GRI EN22

GRI EN23

GRI EN24

GRI EN26

A cadeia produtiva da Odebrecht Agroindustrial tem uma baixa geração de resíduos, e grande parte daqueles oriundos de sua operação são reutilizados como insumo. Exemplo é a vinhaça obtida após as etapas de moagem e purificação do caldo de cana, um líquido rico em potássio, nitrogênio, enxofre e cálcio. Depois do processamento, é devolvida ao solo, repondo a umidade e os nutrientes necessários para o cultivo de cana-de-açúcar. Com isso, reduz-se a necessidade de utilização de água e de produtos químicos, como fertilizantes. Para cada litro de etanol produzido são gerados cerca de dez litros de vinhaça.

A fertirrigação (aplicação de vinhaça e águas residuárias nas lavouras) é realizada de modo controlado, tendo por base os Planos de Aplicação de Vinhaça (PAVs). Todas as Unidades seguem o modelo definido pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), conforme previsto em lei. O controle envolve a aplicação criteriosa desses subprodutos e o monitoramento constante, levando-se em consideração as carências de cada tipo de solo.

Resultado da colheita totalmente mecanizada, parte da palha da cana é deixada no campo, para que se decomponha em matéria orgânica, atuando como fertilizante e contribuindo para o controle de ervas daninhas, combate à erosão eólica e hídrica, além de atenuar a compactação de solo e auxiliar o desenvolvimento da cana-de-açúcar, aumentando sua produtividade.

Reaproveitamento de subprodutos de processos, em m³

Unidade

 

Vinhaça

 

Água residuária

 

2011-2012

2012-2013

2011-2012

2012-2013

Alcídia

978.661

1.103.656

Não determinado

Não determinado

Conquista do Pontal

1.622.857

1.474.236

571.859

1.610.692

Eldorado

835.201

758.190

1.063.665

1.424.145

Santa Luzia

1.673.145

3.325.692

1.348.931

1.619.084

Rio Claro

1.560.831

3.153.995

1.223.424

2.472.732

Morro Vermelho

1.762.056

1.849.343

544.359

196.614

Água Emendada

858.163

122.436

Costa Rica

871.267

Não determinado

Alto Taquari

1.733.198

1.754.403

142.560

427.026

Total

10.165.949

        15.146.945

4.894.798

          7.872.729

Os resíduos perigosos encaminhados para tratamento e destinação final adequada somaram 1.424 toneladas (63% mais do que na safra anterior) e foram 100% tratados externamente. Essa variação foi diretamente proporcional ao aumento da manutenção automotiva, reflexo da maior frota de veículos utilizada pelo aumento da produção, assim como do acréscimo no consumo de agroquímicos, roupas de aplicação de herbicida, tambores de óleo, baterias, etc., além de duas novas Unidades que entraram em operação. O montante de resíduos não perigosos destinados a aterros sanitários contabilizou 660,1  toneladas no ano-safra, diminuindo seu volume total de 23% para 19%. A redução foi possível a partir da adoção de sistemas de coleta seletiva, implantados em todas as Unidades, e da prática de compostagem.

 O transporte e a destinação final de resíduos perigosos são realizados por empresas licenciadas para esse fim. Antes da contratação, os possíveis prestadores de serviços passam por vistoria para analisar se as conformidades ambientais e de segurança, e as documentações para o exercício da atividade são cumpridas com o rigor exigido pela Empresa.

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Tipos de resíduos perigosos

Tipos de resíduos

Toneladas

Óleo usado

386,05

Material contaminado

771,37

Lâmpadas

0,91

Resíduos de saúde

0,23

Embalagens tríplices lavadas de defensivos agrícolas

87,10

Pilhas e baterias (incluindo automotivas)

175,01

Roupas de aplicação de herbicidas

3,86

Equipamentos eletrônicos

0,03

Total

1.424,56

Total de resíduos gerados, em toneladas

Resíduos perigosos (Classe I) Destinação
Total Reciclagem Recuperação Incineração Coprocessamento Reutilização
Polo São Paulo
Alcídia 155,96 63,44 27,8 64,72
Conquista do Pontal 167,68 43,1 53,54 71,04
Polo Mato Grosso do Sul
Eldorado 73,87 13,32 25,09 35,46
Santa Luzia 211,58 28,78 58,03 124,77
Polo Goiás
Rio Claro 408,74 60,69 102,7 1,23 244,12
Polo Araguaia
Morro Vermelho 144,4 12,98 43,15 0,01 88,26
Água Emendada 47,21 4,21 16,76 0,02 26,22
Polo Taquari
Alto Taquari 123,98 19,89 37,04 0,01 66,66 0,38
Costa Rica 91,14 16,64 21,94 50,12 2,44
Total 1.424,56 263,05 386,05 1,27 771,37 2,82
Resíduos não perigosos (Classe II)

Destinação

 

Total

Reciclagem

Aterro

Incineração

Compostagem

Outros

Polo São Paulo
Alcídia

423,2

370,89

39,07

13,24

Conquista do Pontal

489,68

429,98

46,97

12,73

Polo Mato Grosso do Sul
Eldorado

196,15

54,68

90,19

51,28

Santa Luzia

295,18

124,09

97,28

73,81

Polo Goiás
Rio Claro

1.004,58

912,38

12,94

1,82

77,44

Polo Araguaia
Morro Vermelho

295

91,53

110,93

92,54

Água Emendada

266,54

99,48

70,11

96,95

Polo Taquari
Alto Taquari

410,86

174,79

165,93

70,14

Costa Rica

196,66

121,78

26,68

48,2

Total

3.577,85

2.379,60

660,1

1,82

510,36

25,97

Durante a safra, foi registrada a ocorrência de um caso de derramamento de calda pronta na Unidade Água Emendada, totalizando 2 mil litros. O vazamento foi instantaneamente remediado e a terra contaminada foi retirada e destinada como resíduo perigoso (classe I).

Tecnocalda

Para minimizar os riscos à saúde e ao meio ambiente decorrentes do uso de defensivos agrícolas nas lavouras de cana-de-açúcar, a Odebrecht Agroindustrial utiliza a solução Tecnocalda. Inovador e único no setor, o sistema consiste na preparação de calda de defensivos agrícolas nas Unidades, porém, em local apropriado, controlado e automatizado.

A Tecnocalda concilia segurança na estocagem de material; controle sobre as embalagens vazias; práticas de higiene e saúde adequadas para os Integrantes envolvidos na preparação da calda, com lugar destinado para o asseio pessoal após manuseio de produtos químicos; e segurança na preparação da mistura, feita de modo automatizado, sem que haja exposição do operador aos produtos. Embora seja um investimento elevado, a solução representa ganhos ambientais e em saúde e segurança das pessoas.

Toda a água empregada no processo é recuperada e reutilizada, sem descarte para o meio ambiente. Essa tecnologia eficiente e mais limpa já é realidade nas Unidades Santa Luzia, Rio Claro e Conquista do Pontal. O projeto está em implantação nas outras seis Unidades da Empresa. A meta é que na safra 2013-2014 todas as Unidades estejam operando com a Tecnocalda.