Valorização da biodiversidade

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O cultivo de cana-de-açúcar da Odebrecht Agroindustrial é realizado em campos previamente antropizados, em biomas de Mata Atlântica e Cerrado, de modo a tornar mínimos os potenciais impactos na biodiversidade. A Empresa não desenvolve atividades em áreas protegidas e de elevado índice de biodiversidade, bem como não promove o desmatamento de vegetação nativa.

A Empresa cumpre rigorosamente a legislação ambiental brasileira e as recomendações internacionais aplicadas ao setor sucroenergético, orientando-se a partir da política sobre Sustentabilidade, dos Oito Objetivos do Milênio, das diretrizes da Carta da Terra e das normas da certificação Bonsucro e do Protocolo Agroambiental do Estado de São Paulo, bem como promove ações em parceria com organizações não governamentais (ONGs), órgãos ambientais e instituições de ensino e pesquisa. As atividades são desenvolvidas nas áreas de influência direta e indireta das suas atividades agroindustriais.

Ações de acompanhamento e controle ambiental são desenvolvidas em todas as suas Unidades, no entorno de Áreas de Proteção e em córregos de influência direta e áreas de Reserva Legal, avaliando o grau de conservação e preservação para coibir eventuais ocorrências capazes de causar qualquer tipo de degradação ambiental.

Mantido desde a fundação da Empresa, o Programa de Monitoramento da Fauna divide-se em quatro etapas – levantamento e monitoramento de fauna e organismos aquáticos; levantamento da ocupação das áreas plantadas e do uso da fauna silvestre; levantamento e monitoramento da fauna de vertebrados atropelados; e informação e cuidado com animais peçonhentos – e está vigente nas Unidades Morro Vermelho, Água Emendada, Eldorado, Santa Luzia, Alto Taquari e Costa Rica. Como resultado, não foram observados impactos na biodiversidade no entorno. A constatação é sustentada por ações de monitoramento realizadas pela Odebrecht Agroindustrial, pela fiscalização de órgãos e autarquias, e pela percepção das comunidades das áreas de atuação.

A Odebrecht Agroindustrial participou da Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 11), realizada em outubro de 2012, na cidade de Hyderabad, na Índia. A reunião teve como objetivo captar recursos para a preservação das espécies ainda existentes no planeta, bem como debater o progresso do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e o avanço do Protocolo de Nagoya, entre outros temas. Na ocasião, a Empresa apresentou o caso de sucesso Corredores Ecológicos do Pontal do Paranapanema.

 Propriedades próximas a áreas protegidas ou de alta biodiversidade

Polo

Unidade

Área

São Paulo

Alcídia

1.611 hectares (16,1 km2) no entorno de Unidades de Conservação (Parque Morro do Diabo e Estação Ecológica Mico-Leão-Preto)

Conquista

do Pontal

869 hectares (8,7 km2) no entorno de Unidades de Conservação (Parque Morro do Diabo e Estação Ecológica Mico-Leão-Preto)

Mato Grosso do Sul

Eldorado

1.988 hectares (19,9 km2) situados na Unidade de Conservação (APA do Rio Vacaria)

Santa Luzia

12.513 hectares (125,3 km2) em Unidades de Conservação (APA do Rio Vacaria e APA do Rio Anhanduí)

Goiás

Rio Claro

Não possui.

Araguaia

Morro

Vermelho

93,93 hectares (0,93 km2) na Zona de Amortecimento do Parque Nacional das Emas

Água

Emendada

Não possui

Taquari

Costa Rica

42.296 hectares (42,3 km2) localizados em Zonas de Amortecimento da APA Nascentes do Rio Sucuriu e Parque Municipal Salto do Rio Sucuriu.

Alto Taquari

26.786 hectares (26,8 km2) localizados em Zonas de Amortecimento da APA do Sapo, APA do Ninho das Águas e Parque Municipal Salto do Rio Sucuriu.

Total

86.157 hectares (86,2 km2)

 

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Recuperação de áreas degradadas

Até a safra 2012-13 foram recuperados 3.611 hectares de Áreas de Proteção Permanentes, 22.216 hectares de Reservas Legais e 20 hectares de corredores ecológicos, além de 527 hectares de outras áreas, por meio de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (Prads). Desde 2007, já foram plantadas mais de 1 milhão de espécies de árvores nativas em 780 hectares de áreas recuperadas.

Para validar essas ações, a Odebrecht Agroindustrial mantém o Programa Conectividade como estratégia para recuperação de áreas degradadas nas Unidades do Polo São Paulo. Na região, estão localizadas duas unidades de conservação: a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, no município de Pontal do Paranapanema, e o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio. Por meio dos corredores ecológicos, a iniciativa contribui para o fluxo gênico entre sementes, organismos e pólen, auxiliando na reprodução de espécies e na qualidade de áreas de mata nativa, e diminuindo o risco de extinção da flora e da fauna locais. Para isso, a Empresa difunde entre os proprietários de terras informações a respeito da importância e da necessidade da conservação da biodiversidade local, e disponibiliza assistência técnica para a identificação das áreas mais adequadas à implantação de Reservas Legais.

Levantamentos realizados no Polo Goiás identificaram 11 espécies ameaçadas de extinção, como a jaguatirica, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Já no Polo Mato Grosso do Sul, estudos ambientais identificaram algumas espécies ameaçadas de extinção e em situação vulnerável nas proximidades de Unidades da Odebrecht Agroindustrial. Em ambos os casos, as atividades da Empresa não causam interferência direta.