Desempenho financeiro

GRI EC1

GRI EC4

GRI 1.2

GRI 2.8

Resultados

A receita bruta totalizou R$ 2,4 bilhões, crescimento de 37,7% sobre a safra anterior, impulsionada especialmente pelos maiores volumes de produção, fruto da expansão dos canaviais. O etanol hidratado, combustível vendido internamente, representou o produto de maior volume na composição da receita (54,8%), mas a receita média desse produto tem sido menos atrativa e tem valor consideravelmente inferior ao observado para o etanol anidro e o açúcar. Essa condição de preço explica a evolução de receita em ritmo inferior ao do volume de produção.

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}

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Destaque no desempenho financeiro foi a evolução de 56,2% da geração de caixa expressa pelo EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciação e amortização), que passou de R$ 288 milhões na safra 2011-2012 para R$ 450 milhões, com margem de 21,3%.

O resultado da safra foi um prejuízo de R$ 1,2 bilhão, em comparação ao de R$ 753 milhões na safra 2011-2012, especialmente impactado por despesas financeiras (R$ 1,1 bilhão) decorrentes do financiamento tomados para garantir os investimentos realizados em novos ativos nos últimos três anos.

No encerramento do período, a dívida líquida totalizava R$ 10,0 bilhões, ante R$ 7,8 bilhões em 31 de março de 2012, refletindo ainda novas captações para financiar investimentos em plantio e renovação de canaviais, além da expansão de capacidade industrial, o que evidencia a confiança da Organização no setor.

Valor adicionado

O valor adicionado totalizou R$ 875,4 milhões, decréscimo de 12,0% sobre a safra anterior. Esse indicador representa a riqueza gerada pela Empresa e como ela é distribuída entre Integrantes, Acionistas, financiadores de capital, governo e sociedade. O valor reflete a diferença entre a receita bruta da venda de produtos e serviços e os custos de insumos e serviços adquiridos de terceiros, deduzindo ainda depreciação e amortização.

Demonstração do Valor Adicionado

2010
2011
2011
2012
2012
2013
Variação
2011/2012
Vendas de mercadorias, produtos e serviços (1)

1.084.404

1.741.081

2.295.562

31,8%

Insumos adquiridos de terceiros

(277.205)

(463.138)

(773.537)

67,0%

Valor adicionado bruto

807.199

1.277.943

1.522.025

19,1%

Depreciação, amortização e exaustão

(233.779)

(419.256)

(842.455)

100,9%

Valor adicionado líquido

573.420

858.688

679.570

-20,9%

Valor adicionado recebido em transferência

94.902

135.843

195.831

44,2%

Valor adicionado total a distribuir

668.322

994.530

875.401

-12,0%

Distribuição do valor adicionado

 

 

Pessoal e encargos

405.233

567.003

684.879

20,8%

Governo e sociedade (impostos, taxas e contribuições)

166.046

304.086

224.659

-26,1%

Financiadores (juros e aluguéis)

435.960

916.493

1.275.050

39,1%

Prejuízo do exercício

(338.918)

(793.051)

(1.309.187)

65,1%

(1) Não considera ativos biológicos

As variações do valor adicionado comparativamente ao registrado na safra 2011-2012 devem-se a:

Receita – Acréscimo de 32% reflete aumento de 130% no volume de vendas de açúcar, efeito especialmente do início de produção na Unidade Conquista do Pontal; de 34% nas vendas de etanol, devido ao início das operações das unidades Água Emenda e Costa Rica no começo da safra 2012-2013; e de 87% de energia.

Insumos – Aumento de 67% devido principalmente à maior produção de açúcar (mais 115%) e etanol (elevação de 40,3%), além do acréscimo de 14% na área plantada de cana-de-açúcar.

Depreciação, amortização e exaustão – Aumento de 100,9% devido principalmente ao início das operações de Água Emendada e Costa Rica e uma maior moagem das Unidades.

Valor adicionado recebido em transferência Evolução de 44,2% em consequência da maior receita financeira referente a juros ativos e variação cambial.

Impostos, taxas e contribuições – Variação de menos 26,1% devido ao acréscimo no volume de vendas no mercado externo de açúcar VHP, com impostos não incidentes e para energia elétrica imune de ICMS.

Prejuízo – Acréscimo de 65,1% pelo crescimento substancial nas despesas de juros, devido à captação de recursos de terceiros (empréstimos e financiamentos).

 

Investimentos

Entre os investimentos para otimização industrial realizados no ano-safra 2012-2013, destacam-se:

  • Conclusão e partida da fábrica de açúcar na Unidade Conquista do Pontal, que permitiu aumento na capacidade de produção de 115%;
  • Conclusão da última etapa da expansão da Unidade Conquista do Pontal, que elevará a capacidade de moagem de cana de 4,5 para 5,5 milhões de toneladas/safra;
  • Aprovação da instalação de novas unidades de desidratação de etanol, em Santa Luzia e Costa Rica, que irão aumentar a capacidade de produção de etanol anidro, permitindo maior flexibilidade do mix de produtos, podendo aproveitar melhor as oportunidades de negócio. A previsão é que as duas fábricas entrem em operação durante a safra 2013-2014;
  • Definição do escopo e aprovação pelo Conselho de Administração do projeto de expansão da Unidade de Eldorado, com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, que irá triplicar a capacidade de moagem da usina, passando de 2,1 para 6 milhões de toneladas/safra, em um aumento gradual a ser concluído até a safra 2017-2018.

 

Perspectivas

As projeções de desempenho são positivas para a safra 2013-2014, reflexo também de medidas anunciadas pelo governo federal que têm impacto sobre o setor sucroenergético:

  • Redução do PIS/Cofins do etanol, o que melhora a competitividade do combustível comparativamente à gasolina e representa ainda uma compensação parcial para a desoneração concedida para a gasolina com a a eliminação das Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), sem contrapartida para o etanol.
  • Novas condições em linha de crédito destinada à renovação de canaviais (Prorenova), com taxa de juros mais atrativa para os produtores, que deve servir como estímulo para a renovação e a expansão das áreas.
  • Melhores condições para o crédito à estocagem por meio da renovação do Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (PASS), do BNDES, com potencial para reduzir oscilações acentuadas de preço.
  • Volta da mistura de 25% de etanol anidro na gasolina, retornando ao patamar existente até outubro de 2011, quando o governo reduziu a proporção para 20%. A decisão, em vigor a partir de 1º de maio de 2013, proporciona demanda adicional para o etanol anidro.

Objetivos e Metas

Objetivo Metas safra
2012-2013
Resultado
2012-2013
Metas safra
2013-2014
Metas médio prazo (3 a 5 anos)
Investimentos visando à sustentabilidade dos negócios agroindustriais R$ 1 bilhão R$ 1,3 bilhão R$ 1,3 bilhão R$ 1,3 bilhão em 14/15 e em 15/6
Aumentar a área plantada Plantar 118,6 mil hectares Plantados 80,5 mil hectares de cana 109,2 mil hectares, sendo 74 mil de expansão e 35,2 mil de renovação Atingir 514 mil hectares no prazo de três anos
Geração de emprego 1,8 mil empregos diretos Abertura de mais de 2 mil postos de trabalho Abrir mil novos empregos Abrir mil novos empregos por ano
Aumentar o volume de cana processada 20,3 milhões de toneladas 18,9 milhões de toneladas, ou 49,5% acima da safra anterior Moer 25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar Moer 35 milhões de toneladas até a safra 2015-2016
Elevar a produção de etanol 1,4 bilhão de litros 1,3 bilhão de litros, acréscimo de 49,5% sobre a safra anterior Produzir 1,7 bilhão litros de etanol, sendo 1,4 bilhão de litros de hidratado e 0,4 bilhão de litros de anidro Produzir 2,6 bilhões de litros de etanol, sendo 1,6 bilhão de litros de hidratado e 1 bilhão de litros de anidro
Elevar a produção a produção de açúcar VHP 580,3 mil toneladas 384,6 mil toneladas, volume 115% superior ao da safra anterior. Produzir 579,2 mil toneladas de açúcar VHP. 608 mil toneladas de açúcar VHP em 15/16.
Elevar a geração de energia elétrica N/A 1.450,8 GWh, 51,3% acima da safra anterior. Gerar 2.556,5 GWh de energia elétrica. Gerar 3.520,8 GWh de energia elétrica em 15/16
Custos Fixos e Variáveis Agrícolas R$ 1,537 bilhão R$ 1,523 bilhão R$ 1,942 bilhão R$ 2,373 bilhões
Redução da taxa de rotatividade de pessoas Ficar abaixo de 30% Redução de 46,8%, passando de 47% para 25% Alcançar 20% de turnover Não superar 15% de turnover por ano
Redução da Taxa de Frequência de acidentes 0,3 0,3 0,26 ≤ 0,2

Incentivos fiscais

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento regional, o governo federal concede aos Estados um pacote de medidas que visa aumentar a competitividade e a capacidade de investimentos do setor de açúcar e álcool. A medida beneficia três, dos quatro estados, onde a Empresa possui unidades industriais: Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em Goiás, o incentivo oferecido é o Produzir, pelo qual o Estado financia 65,7% do ICMS devido pela Empresa. É concedido como parte de Termo de Acordo de Regime Especial do Programa de Desenvolvimento Industrial de Goiás, para as unidades de Rio Claro e Morro Vermelho, com validade até 2020. Em 2012, significou o valor de R$ 21,8 milhões para as duas unidades. Já o Crédito Outorgado equivale a 50% do ICMS que seria devido na venda do produto, desde que a Empresa abra mão do crédito da entrada proporcionalmente à saída incentivada. Válido para a Morro Vermelho, somou R$ 22,8 milhões no ano. No Mato Grosso do Sul, é concedido o crédito presumido de 9% sobre a receita de etanol, desde que a Empresa abra mão de todo o crédito restante decorrente dessa operação, o que representou R$ 49,7 milhões no ano nas operações de Alto Taquari, Costa Rica e Eldorado. Já no Mato Grosso, o setor de biocombustível recebe os incentivos denominados Estimativa Segmentada, em que a Empresa recolhe aproximadamente 7% sobre o valor das suas vendas de etanol. O valor em 2012 foi equivalente a R$ 7 milhões.